segunda-feira, 19 de junho de 2017

O coletivo aleatório

     
  Cada profissional encontra os mais estranhos tipos de clientes, gerando uma lista "causos" tanto profissionais quanto aqueles contados por seus clientes.
       Autor Luis Marra se aventura no mundo da literatura justamente inspirado por suas vivências como médico, trazendo uma coletânea de contos pela ediroa Hedra cuja única amarra é o toque de realismo fantástico em maior em menor grau, vagando por vários gêneros literários em cada narrativa.
         O realismo fantástico é o gênero latino-americano caracterizado pela narrativa se passando na América Latina em que um único elemento do texto foge da estrutura da realidade, mas sem grandes exacerbações e com suaves choques entre a população cotidiana com esse elemento.
         Assim," O coletivo  Aleatório"( que inclusive é o nome do último nome que trata de um õnibus que aparenta ser mágico) nos leva para Zona Leste da Cidade de São onde ocorrem casos de comédia romântica, supense e terror, este último com um aspecto mais visceral totalmente compatível com a vivência médica do autor. Uma obra obra onde você fica sempre na dúvida o que é realidade e o que é criação da imaginação popular de que conta a história.

segunda-feira, 10 de abril de 2017

GIANT SIZE X-MEN 1 - Ou como os X-men saíram do cancelamento

 Existem momentos em que penso se deveria para o blog com tanta coisa pra fazer e tantos webmasters que produzem conteúdo de qualidade. Aí surge uma treta de socar o estômago na web e vejo que posso realmente acrescentar algo.
    Apesar dos filmes da Marvel estarem fazerem um sucessos estrondoso assim como seu material para o Netflix (mesmo com polemicas a audiência tá la em cima), há uma queda brutal nas vendas, resultando na editora soltando longos discursos para não apenas justificar suas perdas mas convencer o público que suas mudanças serão maravilhosas. Da mesma forma, cada um pega seus discursos para fazer sua própria propaganda ideológica do "real problema do mercado de quadrinhos". Ao invés disso, irei falar sobre o período em que X-Men foi cancelado (aconteceu mesmo nos anos 70!) e como o título retornou com força total. Curiosamente um título cuja base de criação foi justamente estimular o respeito a diversidade, uma das polêmicas recentes.
           Voltando no tempo e tendo como base o livro Marvel- Historia Secreta no comecço dos anos 70 a Marvel tinha formado uma quantia absurda de títulos encabeçada por Stan Lee. Demolidor, Homem-Aranha, Os vingadores, X-men, etc. Ele escrevia os roteiros dos mais de 20 títulos e uma equipe de desenhistas encabeçada por Jack Kirby desenhava. Não preciso comentar que quando você tem uma só pessoa fazendo 20 coisas diferentes algumas delas começam a cair de qualidade. Além disso, os atritos dos desenhistas como Kirby contra o Stan e seus escritores auxiliares estava cada vez maior , já que o salário não crescia na  mesma proporção do trabalho além de uma disputa cada vez maior por direitos autores estar ocorrendo (ja que Stan estruturava tudo como se ele fosse o criador de tudo, quando o visual do personagem e  metade das hitrias era criação dos desenhistas), uma batalha judicial tão árdua que levou o chefe dos desenhista à ir pra Distinta Concorrencia. Quando finalmente foi resolvido isso? Em 2014!
            Uma das revistas afetadas foram os X-Men cuja queda nas vendas levou a seu cancelamento, sobrevivendo apenas na forma de Fera, que ganharia revista solo e seguiria o estilo Marvel Terror (apesar de nunca tem integrado a linha) de anti-heroi que tenta ocultar seu lado (literalmente) monstruoso da humanidade.
              Somente para situar, durante esse período o Instituto Xavier tinha um único o professor (o Professor X), e o grupo de alunos composto por Ciclope, Garota Marvel, Fera , Anjo e Homem de Gelo, com eventuais mutantes malignos arrependidos entrando na equipe.
             E como os X-Men voltariam e se transformariam quase num universo à parte da Marvel com uma dúzia de títulos mensais? Graça a GIANT SIZE X-MEN 1 (publicado no Brasil na Colecao historia marvel -X-Men n2 junto com a Saga da Fênix completa)
             Escrito por Len Wein ( o criador do Monstro do Pântano da DC Comics) e desenhado por Dave Cockrum.
        A hq começa com Xavier recrutando uma nova equipe de mutantes, cada um de um canto diferente do planeta e mostrando a história pessoal de cada, parte criados para a história parte personagens quase terciários recuperados de outras historias da Marvel,  Eis abaixo a lista dos membros dessa equipe pra verem o quão definidora foi essa edição, já que foi a edição em que se tornaram X-men:
             Wolverine ,do Canadá (antes disso era só um inimigo legal do Hulk!)
             Passáro Trovejante, um nativo norte-americano
             Banshee, da Irlanda
             Tempestade, do Quenia (Africa)
             Solaris, do Japão
            Colossos, da Sibéria (e olha que estávamos na época da Guerra Fria!)
             Liderados por Ciclope, esse time extremamente disfuncional (devido ao grande leque de personalidades e motivações de cada um ) iria ate uma ilha de monstros gigantes para resgatar os X-men originais!
Minha edição da coleção histórica
              O sucesso foi grande o suficiente para quem resolvessem retornar com o titulo original que seria apenas uma minissérie se não fizesse sucesso. A partir de então entra o famoso Chris Claremont que desenvolveria os conflitos de cada personagem entre si assim como suas relações familiares, evoluindo até a famosa saga da Fênix(  por isso que puseram tudo junto). Um período tao bom que vive sendo revisitado em múltiplas sagas dos mutantes nos últimos anos (com resultado variaveis de acordo com o artista...)
           
                   Então, vemos a historia micro do exato problema que a Marvel encontra agora em escala macro, com artistas possuindo pouco controle sobre suas obras, quantias absurdas de títulos falando do mesmo assunto e justamente os títulos com apelo a diversidade indo pelo ralo porque raros conseguem produzir qualquer obra decente nessas condições, muito menos algo com temática complexa!
           Qual foi a solução que adotaram? Especiais com historias completas (ao invés de enrolarem infinitamente um enredo), abrirem espaço pra novos autores exercerem sua criatividade com a  recuperação de personagens terciários esquecidos (Wolverine), criacao de personagens totalmente novos agora tutorados pelos clássicos (Ciclope realmente virando um professor no final das contas), cada herói ou vilão com sua historia de vida e sua relacoes familiares exploradas (com um media de uma pagina inteira por personagem pra isso, fazendo você simpatizar com ele e se colocar junto dele como o alundo/soldado rebelde sob o comando de Ciclope).
              E se, pararmos pra pensar essa formula evidencia-se em todos os quadrinhos  de qualidade de qualquer época.

segunda-feira, 13 de março de 2017

Kurt Russell e Sylvester Stallone em Guardiões da Galáxia vol2

   Acho que fui um dos raros espectadores de Guardiões da Galáxia que achou a propaganda do primeiro filme muuuuito genérica e só foi  assistir devido a insistência do amigos, curtindo muito de cada herói e vilão extremamente marcante. A trilha sonora achei legal mas não aquela coisa explodidora de cérebros que falavam tanto.
      Assim, Guardiões da Galáxia 2 precisaria prosseguir aprofundando os personagens e incluindo outros igualmente marcantes para substituir os eliminados no último filme (afinal, ressurreição ainda é um tabu pros filmes da Marvel). Então, surgiu o anúncio que se tornou o principal motivo de eu querer o filme 2: Kurt Russel estará como o pai do Senhor das Estrelas e Silvester Stallone como pirata espacial!
        Alguns pode ficar surpreso de terem pegados dois brucutus dos anos 80. estariam lá apenas pra aumentar o clima retro de Guardiões ( tanto esteticamente quanto pela trilha sonora)? Mas aqui vai um série de curiosidades que justifica perfeitamente a entrade deles no elenco:



Kurt Russell: Mais do que um herói de ação, muitos dos filmes em que estreou são de ficção científica com ação. Fuga de Los Angeles e Fuga de Nova York são exemplos clássicos. Além disso, já lutou contra invasões alienígenas nos filmes Stargate e O Enigma de Outro Mundo! Para completa, é um dos heróis de Aventureiros do Bairro Proibido, simplesmente a fantasia de aventura que inspirou a criação de Mortal Kombat. Tá bom ou querem mais?

Sylvester Stallone: Praticamente criador do gênero "herói de ação" nos anos 80 assim como das obras que definiriam seus subgêneros, acho que apenas George Lucas foi capaz de criar mais do que filmes de sucesso mas 3 franquias cinematográficas que duram décadas (no caso de Stallone foram Rambo, Rock e Os mercenários), o que já o tornaria uma boa escolha pra fazer uma ponta em qualquer filme de ação. Mas ele tem trabalho na ficção científica também! No filme "O demolidor" (Demolition Man em inglês, sem qualquer relação com o herói da Marvel) ,ele interpreta um policial que foi congelado pra um experimento prisional e despertado décadas depois numa suposta utopia futurista (onde tem o famoso trecho onde se fala de Arnold Schwarzenegger como presidente dos EUA) preste a ruir numa grande rebelião!


Por fim, como motivo extra, sempre foi um mistério as recusas de Russel em participar de "Os mercenários", a franquia cross-over de brucutus de Stallone. Com Guardiões da Galáxia vol2, finalmente os aparecerão no mesmo !

segunda-feira, 6 de março de 2017

A anciã do filme do Dr Estranho

         
    Uma polêmica que rolou e ainda rola é sobre as modificações do mestre do Dr Estranho em seu filme.  Afinal, nos quadrinhos ele é  O Ancião, monde tibetano com visual misturado com o de Merlin guardião da chave para a transição de nossa realidade com outras dimensões. Já nos filme tem um maga careca, guardiã da chave de acesso para uma jóia do infinito, de origem celta que treina ele e uma multidão de magos no meio Ásia.
Serpente da Lua + O Ancião = A Anciã
     Fala-se com desculpa que usar o Tibete poderia impedir que o filme fosse para os cinemas chineses. Explicando essa versão da história, o que é fato é a existência de uma cota anula de filme não-chineses que podem ser exibidos no cinemas de lá, havendo uma guerra cinematográfica já pelo gosto dos distribuidores. como resultado, um filme que precise de muita edição pra ir ao cinema será lançado direto pra DVD enquanto outro verá a tela grande, lembrando que até hoje exite movimento pela independência do Tibet contra a China.  Assim, tem ocorrido uma migração enorme de estúdios para China, pois assim tudo já seria feito dentro das normas e sem cotas, abarcando logo de cara um bilhão de consumidores.
              Mas a coisa vai um pouco mais longe. Afinal, A Marvel não mudou simplesmente o país de origem do ancião! O que a Marvel realmente fez?
             Então, quando vi o filme, a primeira referência visual que a Anciã me causou foi de outra heroína da Marvel: Serpente da Lua!
               Uma guerreira-psíquica careca que era a guardiã de uma das jóias do infinito! praticamente o mesmo conceito usado no filme para delimitar a Anciã! N
                 Nos quadrinhos ela já foi parte da Guarda do Infinito, que protegia as jóias de seres como Thano,s assim como dos Defensores, super-grupo liderado pelo Dr Estranho, já tendo partipado como coadjuvante de dezenas de sagas cósmica. Seus poderes são originados do treinamento que recebeu em artes marciais e super-tecnologia de um mundo alienígena que cuidou dela para que pudesse atacar Thanos.
                Então creio que essa é a real base que usaram pra criar a heroína do filme, inclusive por seu histórica se encaixar perfeitamente em toda trama das Jóias do Infinito que unifica todo universo cinematográfico Marvel.
           
             

quarta-feira, 1 de março de 2017

Le Chevalier - Arquivos Secretos

 Na eterna briga entre mangá e comics como influência para a produção de hqs nacionais, ver uma produção brasileira feita em estilo europeu ajudar a temperar ainda mais essa saudável concorrência.
Le Chevalier é um universo stempunk/clockpunk próprio onde as invenções de Jules Verne são reais, com livro e contos que agora se expande para o mundo dos quadrinhos.
Capa da revista
        Isso me fez perguntar para mim mesmo recentemente: um brasileiro criando um universo focado na França do século 19 seria algo bom pra literatura nacional? Então pesquisei e percebi que foi genial a proposta, pois foi justamente nesse período em que ocorreu um intercambio enorme entre os dois países, tanto no sentido cultural quanto na parte de ideológica,  com a França influenciando absurdamente nosso país nesse período, tanto assim que tivemos o Ano da França no Brasil em 2009. Assim, o livro acaba sendo um estímulo a refletir sombre um local e época que forneceram matéria-prima para nossa cultura.
      Sobre a revista, foi publicada como um Graphic Novel com 2 histórias em estilo europeu (combinando perfeitamente com o conteúdo) pela editora Avec, com desenhos de Fred Rubim e roteiro de Andre Zanki.
         Na primeira história, A Besta de Notredame, o maior agente da frança e seu parceiro saem para investigar os assassinatos em torno da famosa catedral, se vendo em meio a conflitos ideológicos sobre inovação vs tradição.
            Na segunda obra, Contra o Dínamo Rubro, temos uma trama de espionagem sobre a introdução da eletricidade nessa realidade, com um grupo de vilões que seria perfeito nos quadrinhos da S.H.I.E.L.D na Marvel, incluindo uma pequena luta de mechas bem feita.
           Apesar serem completamente independentes e completas as  histórias  elas se situam cronologicamente antes do livro "Le Chevalier e a exposiçaõ universal",  servindo como um prequel que expande os cenários e personagens. e quem curtiu a HQ vai adorar leu o livro para saber a evolução dos acontecimentos anos depois.Está disponível tanto na forma física em livrarias quanto na forma digital pelo Social Comics.
                     

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Daqui a 100 anos.

  Esse ano temos a liberação para domínio público dos livros de de H.G. Wells devido ao aniversário de 70 anos de seu falecimento, o escritor que conheci na sexta série do ensino fundamental quando vi um livro chamado "A máquina do tempo" na biblioteca da escola.  Passei a ler um capítulo em cada intervalo até finalmente concluí-lo, abrindo as portas da minha mente para um dos pais da ficção científica, assim acho adequada falar de uma das minhas obras favoritas dele.
            E "Daqui a 100 anos" não é a adaptação de um livro, mas um roteiro escrito direto para cinema cuja produção do filme foi supervisionada pelo próprio, então vamos falar um pouco do sr. Wells.
     Sua obra começou na parte de romances e contos passando depois a discursos de defesa dos direitos trabalhistas. O criador das Crônicas de Nárnia, C.S.Lewis, adorava seu estilo e repudiava seu conteúdo, o que levou a Lewis a criar sua própria ficção científica (a Trilogia Cósmica). Outra inspiração foi na DC Comics, com o escritor sendo a inspiração do Dr. Wells do seriado Flash assim com já tendo aparecido como um viajante do tempo em "Lois & Clarck : As novas aventuras do Superman" e uma pequena homenagem em "Legends of Tomorrow".
         Suas obras marcaram vários pontos da ficção científica e da fantasia. As bases modernas pra invasões marcianas em "Guerras dos Mundos", monstros gigantes  gerados por energia cósmica em "Alimento dos deuses", a primeira viagem no tempo com uso de máquinas em "Guerra dos Mundo", até a base de todos os wargames, RPGs e jogos modernos de tabuleiro através do livro "Pequenas guerras",  um dos primeiros manuais pra uso de soldados de brinquedo e seus acessórios pra jogos de combate entre 2 ou mais jogadores. Assim, muita coisa esboçada séculos antes no mundo da mitologia e fantasia foi refinada pelo pensamento científico pós-revolução industrial através da mente de Wells.
          Sobre o filme em si, como o nome já indica, ele mostra os altos e baixos culturais e tecnológicos da humanidade num processo que vai de 1940 até 2040.
         Lembrando que o filme foi feito nos anos 30, ele já mostra a preocupação de Wells com uma nova Guerra Mundial (inconcebível pra maioria das pessoas, já que a guerra anterior era conhecida como a Guerra para acabar com todas as guerras) e uma discussão sobre se seus efeitos são mais benéficos ou deletérios para a humanidade, algo que acompanhará todo o filme.
         O primeiro arco mostra uma cidade similar a Londres tentando sobreviver a um inimigo desconhecido que a bombardeia.
           O próximo arco mostra o protótipo dos filmes de apocalipse zumbi que tanto amamos, mas sem criaturas devoradoras de cérebro, mas um rascunho daquilo que seria o zumbi científico dos filmes atuais.
          Vencendo a praga uma nova ordem surge das ruínas, cujo visual e estrutura lembra muito o que seria feito décadas depois com Mad Max! Um líder tirano que tenta manter-se bélico a qualquer custo numa sociedade em que combustível e munição são raros e mais raros ainda quem tem o conhecimento para produzí-los! Um sociedade que se chocará com um grupo que deixou o belicismo para trás em troca de focar-se no progresso social e tecnológico, uma tecnocracia onde apenas cientistas governam.
         Finalmente após o embate dos 2 povos uma nova cidade é construída . Mas quando um passo tecnológico crucial está prestes a ocorrer eclode uma guera civil! E, saindo do padrão dos anos 30, uma personagem feminina é a grande propulsora para dar um novo passo para humanidade.

       Atualmente está disponível no Brasil no box da Versatil "Clássicos Sci-fi vol 3" com vários documentários. Já viram esse filme? Leram algo de H. G. Wells ou devido dele? 

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Star Wars: Legends vs Canon

O título da matéria daria um ótimo nome pra uma história de Guerra Nas Estrelas! O que falarei hoje é da divisão criada pela Disney em todas as produções de Star Wars em qualquer mídia: o canônico e o selo Legends.
         Conheci essa divisão quando fui em um dos primeiros grandes eventos da Editora Aleph, o o sugestivo nome de Encontro Intergaláctico, em que metade dos seus lançamentos  (e sua principal notícial) eram os livros de Star Wars que trariam em massa pro Brasil, mantendo praticmanete o ritmo de um livro por mês. Muuuuita coisa. E uma parcela desses livros, assim como vários quadirnhos que estavam chegando na época do episódio VII, tinham o diferencial de uma faixa amarela escrita Legends.
            E a grande responsável por isso foi a Disney. Havia uma quantidade de material multimídia publicado durante décadas de Guerras nas Estrelas: games, quadrinhos, livros, RPGs, etc, e tudo lançado antes da compra pela chefia do Mickey e que tivesse qualidade poderia ser republicado com o selo Legends. Já  tudo que fosse criado sob tutela da Disney seria canônico.
        Mas porque isso? Porque a complexidade das cronologias de tudo já lançado era gigantesca, com múltiplas linhas do tempo existindo e com qualidade extremamente variável. No livro "Como Star Wars conquistou o universo" nos é revelada uma tabela interna da empresa de George Lucas em que cada obra nova ganhava uma nota que varia do Lixo ( nunca comentar a existência nem relançar) até George ( mencionar a vontade em futuras obras).
     Mostrando a complexidade da coisa, no primeiro número da coleção Planeta de Agostini dos quadrinhos de Guerra nas Estrelas temos um linha do tempo que situa os eventos de games,quadrinhos e outras mídias e simplesmente tem material espalhado ao longo de CINCO MIL ANOS  das história galáctica. E vocês achando o multiverso DC complexo...
    Assim o selo Legends surge pra organizar geral. E porque o nome? Porque tudo com esse título são as LENDAS contadas pela galáxia! Como assim? Lembra no episódio VII quando Han Solo avisa para Rey e Fin que as lendas são verdadeiras? Então, essas lendas são todo esse material já publicado e que existem dentro do universo de Star Wars atualmente como histórias contadas de boca em boca dentro da Nova Repúlica assim como dentro da primeira ordem, cujo grau de veracidade é extremamente variável, distorcido tanto pela qualidade de reconstituição dos dados históricos quanto pela propaganda política das duas forças! Assim, manteve-se uma influência indireta do material anterior dentro da franquia mas sem atrapalhar-se em sua diversidade e  divergências(explicadas agora pelo fato de serem lendas).
        Já o material Disney, sem nenhum selo, é exatamente o que aconteceu, servindo para mostrar a origem dos personagens dos filmes e seriados (que continuam valendo! Se saiu em DVD é canônico:-)  ) , sempre sintonizado com o último filme em exibição.
          Espero que assim tenha ficado mais claro!