quinta-feira, 21 de novembro de 2013

O Portal

Aldous Huxley, Eddie Van Feu, França, literatura brasileira, Romance, século XVII, viagem no tempo,


            Aulas de historia podem se tornar extremamente chatas quando se restringe a decorar datas e acontecimentos importantes, no entanto, podem ser incríveis quando realmente mergulhamos naquele tema, sentindo as grandes batalhas, romances e conquistas daquele momento!
            No livro o Portal, da mesma escritora de Lua das Fadas ( http://letraseaventura.blogspot.com.br/2013/11/lua-das-fadas.html ), vemos Lorena e seus amigos caírem acidentalmente num portal mágico que os transporta pra a França do século 17, na qual entram numa emocionante e perigosa perseguição para salvar de um condenado a fogueira por bruxaria.
            E o conflito entre os próprios amigos entre si e o seu protegido Grandier são o que mais se sobressaem no livro. Primeiramente, porque o conhecimento dos garotos do futuro de francês é precário, o que piora ainda mais com o fato da língua local ter os regionalismos no século 17. Junto com isso temos a diferenças de personalidade, especialmente pelo fato do padre Grandier ser um grande trapaceiro em todas as camadas da sociedade da época, cujos adversários que eram da nobreza, não conseguindo provar os golpes do sacerdote sem ter que exibir as próprias falcatruas, criam a falsa acusação de bruxaria sobre ele.
            Parte do livro, assim, é focada na própria maturação emocional dos personagens, essencial para sobreviverem e voltarem para casa. E esse é um aspecto que adoro, o fato como os personagens vão aprendendo a assumir o controle sobre suas próprias emoções no lugar de serem controlados por elas, fazendo com seus sentimentos deixem de ser apenas marcas de sua personalidade, mas se transformem em combustível para lutar.
            Além disso, o livro esta ligado discretamente a historia de Lua das Fadas.
            Por fim, faz com que voe tenha vontade de conhecer mais aquela região, tirada diretamente do livro “Os demônios de Loundun” ( Aldous Huxley)