segunda-feira, 20 de julho de 2015

Homem-Aranha: Entre Trovões


                  Um dos melhores prazeres da história é sua cronologia. Peter Parker a muito deixou de ser fotógrafo amador para virar professor universitário, cuidado de uma turma bem especial. Deixou de viver com a tia May para viver junto com sua querida Mary Jane. Uma situação bem anos a frente do que observamos na maioria dos seriados e filmes do herói.

                  Herói nos cinemas e nos quadrinhos, o Homem-Aranha tem agora um romance publicado no Brasil!
                 Nessa história o Electro e milhares de robôs com as formas mais alucinantes são a grande ameaça para o Cabeça de Teia, além de ter  J. Jonah Jameson, mais do que nunca, difamando o Amigão da Vizinhança (acusando de ser o verdadeiro terrorista por trás dos ataques robóticos).
                   Além disso, o fato de ser um livro nos presenteia com algo muito especial: discussões profundas sobre os pensamentos de cada personagem, digressões sobre suas grandes aventuras e alguns capítulos são quase 50% dedicados a discutir os poderes do personagem (Seria o sentido aranha um poder psíquico como os do Dr Estranho ou uma ampliação dos sentidos naturais como o Demolidor? Como a presença de super-heróis e vilões influência a visão das pessoas sobre a tecnologia? ) Assim, usando o máximo de recursos desta mídia diferente da habitualmente usada pelo Escalador de Paredes, nosso herói é esmiuçado de manerias novas.
                 Um bom filme tem um trilha sonora eletrizando combinada com sequências de ação onde cada ator vira um co-autor da história. Já os bons quadrinhos quadrinhos  alternam entre texto curtos de impacto e cenas que dariam pôsteres  maravilhosos. Já o livro nos permite mergulhar diretamente dentro da mente dos personagens  e nos deliciar com todas as formas de estruturação da palavras, o que vemos bem neste romance do Homem-Aranha,