sábado, 5 de dezembro de 2015

Um conto de Catheryne e Henry - Parte3/3

Parte 3 -Dissonância em Bath.

   Uma amizade alegre aos sons de pássaros . Uma amizade que parecia saído de um romance. Um amiga cujas lembrança de um oceano de cabelos cujo brilho dava a aparecia de um mar de estrelas virando depois um oceano de cobras. Uma cansada Catheryne acorda assustada e suando.
      - Meu amor, o que te atormenta?
      - Lembranças e medos que se mesclam nos campos de Morfeu. Estamos indo pro mesmo lugar onde conheci sua família maravilhosa, especialmente você. Mas também é onde conheci a família interesseira de Isabella que agora é um antro de maldade! Será que o irmão dela realmente a enfeitiçou? Será que ela que é malvada? Será que fantasmas sombrios que parecem fugitivos de um romance terrível aparecerão?
     - Espero que descubramos tudo. Estamos juntos até o fim.
    A carruagem parou na frente da moradia de Isabela. O casal se olhava, com medo de dar o próximo passo. Cath aperta mais firme a mão de Henry. O olhar dele se concentra e penetra no olhar da garota. A porta do transporte finalmente se abre para a última batalha.
         Parece que há muito tempo o jardineiro deixou de passar por ali. A entrada está com uma porta de madeira nova mas com um odor estranho, um material cuja origem não conseguem identificar.
        Toc. Toc.
        - Oi- Abre uma Isabella cuja beleza resiste em meio a um olhar vazio.
        - O que você fez? O que está acontecendo? Lembra quando começamos nossa amizade?
         -Entrem- diz a Isabella num tom monótono enquanto se aprofunda na casa.
         Henry vai na frente com sua amada tocando em seus ombros. O lugar ainda está bonito, mas redecorado. Tapetes mostram batalhas sombrias com monstros triunfantes sobre diversos cavaleiros. Destacava-se a de um coração de cristal que envolvia um casal apavorado formado por um duende e uma fada.
        Cabum! Os reflexos do rapaz combinado com seu olhar vigilante o salvam da abertura do chão a sua frente. Mas o barulho também foi causado pelo fechamento brusco da porta.
         Olhando para o vazio e com a face pálida os três ocupantes da casa ( John,Isabella e Frederick) cercam os visitantes.
        - Eu quero a Harpa e você vão dá-la pra mim!  - Diz a voz rouca que sai dos 3 ao mesmo tempo.
        -Quem é você? Por que só saber fazer qualquer coisas sequestrando as pessoas? -Fala um enfurecido Henry.
        - Fez minha família refém! Depois a do meu marido! Ainda tem os duendes e agora quer fazer o mesmo  conosco? - Complementa Cath.
         - Sim!- Grita a entidade esfumaçada que sai do trio enquanto estes viram estátuas, apavorando o casal no centro.
          Do tapete onde o casal está pisando, a imagem de um castela com gárgulas, saem as paredes rochosas que prendem os jovens amantes
           - Há muito tempo eu fui considerado como um rei das florestas! Um fauno que até Pan tinha medo de barganhar! Mas os fracos da minha corte me trairam e ajudaram um general romano servo de Apolo a me aprisionar naquela maldita joia! Nunca imaginei que alguém tão estúpido como John fosse capaz de me libertar enquanto brincava com minha prisão crsitalina! Bastou ensiná-lo o feitiço de aprisionar duendes que me libertou em troca do casal elemental! E cada um de você fará parte da minha nova corte! E quando consegui a Harpa, irei restaurar meus poderes e meu reinado! - A fumaça entra dentro de outro tapete cuja imagem lembrava uma floresta cheira de faunos assustados.
           -Prisão cristalina? - Comentou Henry-Claro! A joia em forma de corção do meu irmão! Era parte da Harpa e meu pai a deu de presente para ele no dia do casamento! Realmente ninguém da minha família tinha ideia de seus segredo arcanos! A mente fraca de John deve ter sido sucetível a influência do demônio que o ensionu a usar magia para que os pobres espírtos da natureza trocassem de lugar com ele. Mas como saíremos desta prisão?
        - Se pudessemos usar os tapetes como ele... mas podemos ! - Animou-se Catherine enquanto pegava a presilha de seu cabelo- Se isso tudo é uma tapeçaria, basta desfiá-la!
          A jovem então agachou-se e arrancou o fio do meio da imagem do castelo, refletindo em um rachadura na prisão real , repetindo até a mesma subitamente desaparecer.
           - Já sei o que fazer, querida! Obrigado! - Falou o rapaz enquanto corria em direção a tapeçaria com o coração de cristal tecido.
           Mas o tapete da floresta começou a espelir o gás verde da criatura etérea em direção ao heroi. Catherine então desfia em um tapete próximo a imagem de uma corrente prendendo um cavaleiro. A imagem então se mexe, com o  guerreiro de armadura quebrando a corrente e saltando do tapete em direção ao malígno ser etéreo, barrando seus movimentos.
         Henry consegue o tempo extra que precisa para chegar a imagem dos casal místico aprisionado a rasga ao meio com uma faca próxima.
        Todos os tapeste então se desfazem. O fauno malingo se materializa como homen-bode. As três estátuas voltam a vida e saem correndo em direção a porta da casa, ainda trancada. Ao lado de Catheryne se materializada a fada cor-de-rosa de um metro de altura e asas de borboleta . O duende surge com o mesmo tamanho, roupas em tons berrantes de verde e barba feita de folhas verdes ao lado de Henry.
         Um chuva depétalhas de flores das mais diversas cores e formas sai  da mão do casal encantado até grudarem totalmente no elemental maligno assim como em John Thorpe, paralisando-os.
          - Obrigado Henry. Sua coragem e seu amor ajudaram a quebrar os feitiços malignos desta criatura. vocês estão seguros agora.- Diz o duende.
         - Sua compaixão e sua inteligência formaram uma combinação maravilhosa, Catheryne. Agora levaremos ambos para serem julgados pelo rei Oberon. As famílias de vocês sempre poderão contar, a partir de agora, com a benção direta das forças da natureza.
          Assim os visitantes de outro mundo e seus prisioneiros somem. Frederik e Isabella ainda estão chocados demais para entender o que ocorrereu, mas em breve John retorna mudo, o que impede seus feitiços e serve como lembrete eterno de sua arrogância ( e acabando de vez com seu excessivo orgulho)
            A rotina das famílias em breve se normaliza e seus terrenos estão mais férteis do que nunca.
           Os raros ladrão e bagunceiros que se aproximaram de seus lares rapidamente se afastam com o som de barulhos macabros. Já as pessoas de boa índole sentem perfumes deslumbrantes que mal conseguem explicar. No mundo dos duendes está a resposta: um certo fauno com os os chifres cercados por correntes douradas e que só terá sua liberdade após 100 protegendo as famílias de Catheryne e Henry como forma de recompensar por todo mal que causou.

FIM

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